"Pois na medida em que podemos ser cristãos, não deixamos de ser humanos, mas somos seres humanos cristãos. Portanto, também devemos afirmar que, portanto, estamos vinculados às leis cristãs, e não que estamos consequentemente libertados das leis humanas. Pois a graça aperfeiçoa a natureza; a graça, porém, não a abole."
-Francisco Júnio, A política mosaica, 38.
O que Francisco Júnio quis dizer:
- “Na medida em que podemos ser cristãos, não deixamos de ser humanos, mas somos seres humanos cristãos.”
- Ser cristão não anula ou substitui a humanidade. A fé não transforma o cristão em um ser “angelical” ou puramente espiritual que flutua acima da condição humana.
- Continuamos sendo criaturas humanas, com todas as características, limitações e responsabilidades naturais da humanidade.
- “Portanto, também devemos afirmar que estamos vinculados às leis cristãs, e não que estamos consequentemente libertados das leis humanas.”
- O cristão está duplamente vinculado:
- À lei de Cristo (a lei evangélica, a graça, os mandamentos morais do Novo Testamento).
- Às leis humanas (leis civis, naturais, políticas).
- Não é “ou um, ou outro”. Não vale o argumento: “Como sou cristão, não preciso obedecer às leis do Estado, à ordem natural, etc.” Isso é um erro grave.
- O cristão está duplamente vinculado:
- “Pois a graça aperfeiçoa a natureza; a graça, porém, não a abole.”
- Esta é a frase central. É uma adaptação famosa da tese de Tomás de Aquino: Gratia non tollit naturam, sed perficit (“A graça não destrói a natureza, mas a aperfeiçoa”).
- A graça elevada e corrige a natureza humana, mas não a elimina. Ela não destrói o direito natural, a razão, a ordem política humana, a necessidade de governo, leis, justiça civil, etc.
- A salvação e a vida cristã aperfeiçoam o que já é humano, em vez de jogar tudo fora.
- A graça traz uma dimensão superior (espiritual e moral mais elevada).
- Mas isso não autoriza o cristão a desprezar ou abolir as instituições humanas legítimas (Estado, leis civis, autoridade temporal).
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