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A MESMA BANDEIRA

CUIDADO PARA NÃO FERIR QUEM CARREGA A MESMA BANDEIRA



Um marinheiro britânico relatava que a mais terrível batalha naval da qual ele participou aconteceu uma noite quando seu navio de guerra confundiu outro navio inglês, acreditando que ele era um inimigo. Ambos os navios se atacaram com todas as armas disponíveis. 


Muitos marinheiros morreram e muitos outros ficaram feridos, e os dois navios sofreram grandes danos. Quando o amanhecer chegou, eles descobriram seu erro trágico quando viram a mesma bandeira flamulando nos dois navios. Então as equipes se cumprimentaram e choraram amargamente. Algumas vezes igrejas cristãs cometem o mesmo erro. 


 Essa ilustração é muito forte porque revela uma tragédia que vai além da guerra: destruir quem carrega a mesma bandeira. 


 Os dois navios tinham o mesmo uniforme, a mesma missão, a mesma pátria… mas, na escuridão, passaram a se enxergar como inimigos. 


E o resultado foi dor, perdas e arrependimento. É exatamente isso que acontece muitas vezes dentro do meio cristão. Na “escuridão” do orgulho, da vaidade, da inveja ou das opiniões pessoais, irmãos começam a atacar irmãos. Igrejas atacam igrejas. 


Cristãos ferem cristãos. Pessoas que deveriam lutar lado a lado contra o mal acabam gastando forças em guerras internas. A Bíblia já alertava sobre isso: “Se vocês se mordem e se devoram uns aos outros, cuidado para não se destruírem mutuamente.” — Gálatas 5:15 O mais triste é que, quando amanhece — quando vem a maturidade, a consciência ou até a eternidade — percebe-se que a bandeira era a mesma: Cristo. 


 Isso rende uma aplicação muito forte para reflexão: “Antes de atacar alguém, olhe a bandeira que ele carrega. Talvez vocês não sejam inimigos… apenas soldados feridos lutando no mesmo mar.” “Nem toda batalha vale a pena. Há guerras que apenas enfraquecem o próprio Reino.”
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A CONVERsão DA ETIÓPIA

COMO AXUM SE TORNOU O PRIMEIRO REINO CRISTÃO

Tudo começou com Frumêncio (Frumentius) e seu irmão Edésio (Aedesius) que eram jovens cristãos, provavelmente de Tiro (atual Líbano/Fenícia). Eles estavam em um navio que foi atacado ou naufragou no Mar Vermelho. Todos foram mortos, exceto os dois irmãos. Foram levados como escravos/prisioneiros para a corte real de Axum, o principal reino da região. 


 Ganharam a confiança do rei e, após a morte dele, atuaram como regentes/tutores do príncipe herdeiro Ezana. Frumêncio começou a evangelizar discretamente: reunia mercadores cristãos que passavam por lá (Axum era um grande centro comercial), construiu uma casa de oração e fez alguns convertidos. Quando tiveram liberdade, Edésio voltou para casa. Frumêncio foi a Alexandria (Egito) falar com Atanásio, um dos grandes bispos da época (famoso por combater o arianismo).


 Atanásio, em vez de enviar outro bispo, consagrou o próprio Frumêncio como primeiro bispo de Axum. Frumêncio voltou, batizou o rei Ezana, e o cristianismo se tornou a religião oficial do reino.


  Importância maior desse evento 


 Axum foi um dos primeiros reinos do mundo a adotar o cristianismo como religião de Estado (junto com a Armênia e antes da conversão oficial do Império Romano por Teodósio). A Igreja Etíope (Igreja Ortodoxa Etíope Tewahedo) nasceu daí. Ela ficou ligada à Igreja Copta de Alexandria (Igreja-Mãe), mantendo até hoje a tradição miafisita (não calcedônia). 



Diferentemente da Igreja Copta (que ficou no Egito, sob domínio muçulmano a partir do século VII), a Igreja Etíope se desenvolveu em uma região cristã majoritária nas montanhas da Etiópia, resistindo ao islamismo e mantendo uma identidade cristã forte até os dias de hoje. 


Fontes antigas 


 A principal fonte dessa história vem de Rufino de Aquileia (historiador do século IV/V), que ouviu o relato diretamente de Edésio. Outros historiadores eclesiásticos (Sócrates, Sozomeno, Teodoreto) também registraram a mesma tradição. 


Esse é um exemplo clássico de como o cristianismo se espalhou não só pela Europa (via monges, como falamos antes), mas também na África Oriental através de comércio, relações pessoais e iniciativa individual, muito antes das missões modernas.
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O TIGRE E O BURRO

CERTAS DISCUSSÕES NÃO VALEM À PENA

Conta a história, provavelmente de origem tunisina, que um burro diz a um tigre que a grama é azul! — 


Não, contesta o tigre, a grama é verde!


 — Azul! 


 — Verde!


 — Azul!!! 


 — A grama é verde, seu burro! 


 — Azul, seu animal!!! 


 A discussão ficou pesada e resolvem recorrer ao Rei Leão para arbitrar a disputa. Bem antes de chegarem à clareira onde o leão descansava, o burro põe-se a gritar: 


— Vossa Majestade, a grama é azul, não é azul, a grama, Majestade? 


 O leão responde-lhe: — Sim, a grama é azul! 


 Diz então o burro: — Majestade, o tigre ficou me aborrecendo por causa disso, que castigo lhe darás? 


 — O tigre será punido com cinco anos de silêncio, diz então o leão, Rei da Selva. 


 O burro regozija e, saltando de contentamento, continua o seu caminho repetindo incansavelmente: 


“A grama é azul, azul-ul-ul…” O tigre aceita a punição, mas pergunta ao leão: — Vossa Alteza por que me punes? Não é verde a grama, afinal? 


 Diz-lhe o leão: — Sim, a grama é verde. — Por que me punes, então? pergunta o tigre. Explica o leão: — Você merece punição porque é um absurdo ver uma criatura formidável como você desperdiçar tempo e energia discutindo com um burro. 


 O desfecho dessa história nos deixa uma lição poderosa para a vida: Nem toda discussão merece a nossa energia. O tigre estava certo, mas perdeu tempo tentando convencer alguém que não queria aprender, apenas insistir. 


Há pessoas que não discutem para buscar a verdade, mas para alimentar orgulho, confusão ou teimosia. A sabedoria não está em vencer todas as discussões — está em discernir quais batalhas realmente valem a pena. Na vida, muitas vezes gastamos forças tentando explicar o óbvio para quem já decidiu não ouvir. Isso rouba nossa paz, nosso tempo e até nossa alegria. 


 O silêncio do sábio, em certas situações, vale mais do que mil argumentos. Porque discutir com quem não quer entender é como apagar incêndio com gasolina: quanto mais você insiste, maior fica o desgaste. 


 Há momentos em que maturidade é simplesmente sorrir, seguir em frente e deixar que a própria realidade ensine aquilo que as palavras não conseguiram.

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HISTÓRIAS DE TRANSFORMAÇÃO

Assista a relatos reais de vidas que foram tocadas e transformadas.

Testemunho 1

União e Comunhão

Testemunho 2

A Força da Oração

Testemunho 3

Restaurando Famílias

Testemunho 4

Caminho de Fé

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