Pular para o conteúdo principal

Destaques

Homens de Deus exaustos

 Quando Moisés estava exausto disse: "Eu imploro-te que me tires a vida" (Números 11:15) Jeremias com profundo cansaço emocional exclamou: "Maldito o dia em que nasci! " (Jeremias 20:14) Elias com medo expressou: "Basta, Senhor, tira a minha vida (1 Reis 19:4) Jó com dor insuportável proclamou: "Por que eu não morri no ventre da minha mãe? " (Jó 3:11) A Bíblia não é um livro de heróis fortes. É um livro de pessoas quebradas... que Deus não abandonou. Se hoje você também está cansado, confuso ou sem forças... lembre-se que eles também foram assim. Mas Deus levantou-os. Sua vida não está pausada. Ela não está perdida. Ainda não está acabado. Deus ainda pode escrever um capítulo que você não imagina

CURSO DE DISCIPULADO – O ACONSELHAMENTO BÍBLICO 2

 

CURSO DE DISCIPULADO – O ACONSELHAMENTO BÍBLICO 2


A comunicação é uma arte de mão dupla: comunicar não é só falar, mas antes de tudo, saber ouvir. Quando nascemos, a maior expectativa dos pais é que a criança logo aprenda a falar. As primeiras palavras do bebê são celebradas com júbilo. E é assim no decorrer da vida, somos incentivados a falar bem, a interagir. Tudo isso, porque boa parte do sucesso na vida dependerá da boa comunicação. Mas é interessante, que na mesma medida, não somos ensinados a ouvir.


A arte de aprender a ouvir desperta no crente o sentimento de empatia. A empatia é o sentimento de se colocar no lugar do outro, enquanto o egoísmo consiste em pensar apenas em si mesmo. Quando o conselheiro se coloca na condição de ouvinte, ele deve escutar o que a pessoa tem a dizer sem interrompê-la, deve escolher escutar até o fim sem fazer prejulgamentos, deve permitir a pessoa concluir o seu raciocínio, deve escutar para entender e não rebater, para atrair e não excluir e só então, fazer as perguntas estratégicas. Saber perguntar é tão importante quanto saber falar.


As perguntas estratégicas são aquelas abordagens que o conselheiro deve fazer visando compreender melhor o que a pessoa está dizendo. São perguntas como: “Explique melhor”, “Não entendi direito o que você quis dizer om isso”, etc. Ainda nessas perguntas estratégicas, o conselheiro vai construindo de forma interna e bíblica, as abordagens que fará assim que chegar o momento dele falar. É por esta razão que o apóstolo Paulo disse a Timóteo sobre a importância do obreiro de Deus manejar bem a Palavra da verdade (2 Timóteo 2:15), justamente porque deverá ser usada nesses momentos de aconselhamento e não em abrir a bíblia nos cultos.


Deve também o conselheiro saber falar a verdade em amor. Depois que a pessoa percebeu que você está interessado no bem estar dela e abriu o coração para você, é hora de falar a verdade. É momento de orientá-la. Ela estará receptiva ao que você disser. Por isso, você não deve pôr tudo a perder neste momento. Não é só dizer o que é o certo, mas da maneira correta. Cuidado com o tom de sua voz, se não modelar a tonalidade você poderá transmitir uma imagem autoritária, prepotente e isso fará a pessoa fechar-se para o que você tem a dizer. Não descuide também dos gestos corporais, um sorriso, um aceno com a cabeça…


Fale pausadamente, nem muito devagar nem muito apressado. Cuidado com os ruídos da comunicação: por vezes dizemos algo e a pessoa entende outra coisa. Pergunte se ela compreende o que você está dizendo. Vá pontuando a sua fala de forma bíblica, usando a Palavra de Deus como base para guiar aquele conselho e orientação. Neste momento não é o que você acha, mas o que a Palavra de Deus diz. Um aliado da Palavra de Deus são as suas experiências com Deus que também servirão de base para ajudar aquela pessoa. Mas aqui, atenção: suas experiências não podem estar acima do que a Palavra de Deus diz! É importante contar nossas experiências, mas mais importante ainda é dar testemunho do que a Bíblia diz. Cada pessoa terá a sua experiência com Deus que, necessariamente, não serão iguais as suas.

Comentários